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Com dor após exercício físico? Veja quando usar compressa quente ou fria

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As dores musculares costumam incomodar aqueles que acabaram de dizer adeus ao sedentarismo e exageraram na intensidade do treino. Em grande parte das vezes não é necessário recorrer a remédios para aliviar essas dores, mas sim usar truques caseiros capazes de mandar embora os incômodos.

As compressas caseiras, por exemplo, ajudam, inclusive, a prevenir aquela dor depois da musculação. Entenda qual é usada em cada caso para não errar e piorar o quadro.

Quando usar compressa fria

O fisiologista Diego Barros, do HCor, explica que a compressa fria faz uma vasoconstrição, ou seja, comprime os vasos e reduz a circulação sanguínea no lugar da dor. Essa ação é capaz de potencializar a recuperação da fibra muscular. “Esse é o ponto principal: o gelo vai prevenir que a ação inflamatória se estabeleça”, explica Barros.

A fisioterapeuta do Instituto Vita, Maria Helena Silveira Martins, explica que o gelo diminui o inchaço, o metabolismo local e o impulso nervoso, e que vai controlar a contração, sensibilidade e aliviar a dor. Portanto, pode-se usar imediatamente após a atividade física.

“Quando alguém sofre uma lesão enquanto está praticando esportes, as primeiras 72 horas são consideradas fase aguda do problema, e é o momento que se dá prioridade ao uso do gelo para diminuir o processo inflamatório”, recomenda.

É simples conseguir a analgesia: basta fazer compressa de 10 a 20 minutos – sempre com proteção para o gelo não ficar em contato direto com a pele – a cada duas ou três horas. Lembre-se de jamais estender esse tempo, já que o gelo pode provocar queimaduras na pele.

O fisiologista comenta que o gelo é uma estratégia de atletas de alta performance, que corajosamente mergulham em baldes de água gelada no intuito de se recuperar mais rápido. E funciona. Em casa, porém, basta envolver gelo e aplicar as compressas no local afetado.

Quando usar compressa quente

Quem sofreu lesão praticando esportes só pode usar compressas quentes depois do 15º dia do infortúnio, explica a fisioterapeuta Maria Helena. Se usar antes, quando ainda está no processo inflamatório (fase aguda), o calor vai potencializar a inflamação e provocar mais dor e inchaço, atrasando a recuperação.

Depois do 15º dia, portanto, o calor pode ser um grande aliado. A fisioterapeuta ressalta, no entanto, que se a pessoa continuar praticando atividade física sem a lesão estar resolvida, não deve usar o calor mesmo se for depois de 15 dias. Nesse caso, continua-se com o gelo.

“O organismo, quando se movimenta pela atividade física, aumenta também o metabolismo. Isso gera calor, que é potencializado com a compressa quente, e pode fazer com que a lesão recente se torne aguda novamente”, alerta.

Quem não se encaixa nessa ressalva pode se beneficiar pelo calor por ele ser relaxante. “Ele carrega toda essa questão de diminuir a rigidez e a dor, e usamos muito em casos de contraturas [retração da musculatura como forma de proteção], que provocam dor. O calor, nesses casos, também é muito bem-vindo, mas nunca de imediato: só deve ser usado 72 depois, respeitando a fase aguda do problema”, recomenda a fisioterapeuta.

Nem um, nem outro

As compressas frias ou quentes não devem ser usadas em lesões abertas, como feridas, fraturas ou infecções, pois vão agravar todas essas condições, alerta a fisioterapeuta. Quando a dor não passa, é muito intensa ou provoca limitação de movimentos, o ideal é procurar um médico para avaliar se houve algo mais sério e assim fazer um tratamento mais específico, se necessário.

Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo